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Meu Cachorro tem TOC

 

Ontem à noite cheguei a essa triste conclusão. Era só o que me faltava.

Afinal o que dizer de um bicho que segue uma rotina diária exata nos mínimos detalhes?

Para quem não conhece, TOC é a sigla de Transtorno Obsessivo Compulsivo.

Para que se tenha idéia segue abaixo uma pequena amostra:

Mesmo tendo toda a liberdade para escolher qualquer caminho nos passeios diários faz sempre o mesmo trajeto, com o requinte de atravessar a rua sempre no mesmo lugar.

Faz cocô sempre nos mesmos lugares e ainda tem a mania de levantar a perna como quem vai fazer xixi e faz cocô. Mas quando faz cocô no terraço ele se agacha como qualquer outro, mas, quando termina, sai correndo como um desvairado pela casa.

Durante as refeições acha que é gente, sobe na cadeira e fica olhando e chorando pedindo sua parte e nos olha com uma cara de “não entendo porque não tenho o meu prato”.

Na hora da novela quer que brinquemos de jogar seu ursinho inseparável, já totalmente remendado e deformado, para ele buscar e trazer.

Antes de dormir dá algumas rapidinhas com o ursinho e depois se prostra sobre ele agarrando-o com os dentes até cochilar. Já melhorou, pois antes ele espancava o ursinho várias vezes no chão antes de iniciar o ato em questão.

Como disse essa é uma pequena parte de seus hábitos e manias.

Esse cachorro, que acha que é gente e acredita piamente que quando crescer será um ser humano, tem reações hilárias.

Essa “fera” que atende pelo nome Átila é um adorável Yorkshire de 6 anos super experto, dócil, carinhoso, amigo e companheiro que tanto amo.

Qualquer hora, conto as virtudes dessa criaturinha.



Escrito por Alberto Brandão às 18h50
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O Bom Filho a Casa Torna

 

Resolvi dar uma olhada em meus blogs que ha muito tempo não cuidava.

Minha nossa, quanto abandono.

Nesse a última postagem foi em 16/06/2007 e no outro que havia aberto praticamente nada postei.

Pode parecer relaxamento, mas foi total falta de tempo mesmo, devido a fatos ocorridos que me fizeram estar numa ponte rodoviária entre Rio e Minas por quase seis meses durante 2008.

Mas como falei em um texto abaixo, de tudo se tira proveito nessa vida.

Tive a oportunidade de estar mais próximo de pessoas que tanto amo e que devido à distância e vida corrida poucas eram as vezes que juntos estávamos.

Voltando ao blog, vou tentar criar vergonha na cara e achar sempre um tempinho para novas postagens.

Temas novos não me faltam. Afinal esse tempo todo desde a última postagem, acumulei muitas histórias e fatos dignos de bons textos.

Aos poucos colocarei em dia.

Prometo!



Escrito por Alberto Brandão às 20h50
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Fazenda

 

Acabo de ouvir uma música na voz do Milton Nascimento que me remete a um tempo distante e remoto da minha infância.

Tempo mágico de férias na fazenda para onde íamos e passávamos de dois a três meses entre primos e tios queridos, vivendo todas as aventuras possíveis e impossíveis.

Um misto de “Aventuras de Pedrinho” de Monteiro Lobato, “Menino de Engenho” de José Lins do Rego e a doçura dessa música a que me refiro, “Fazenda”.

Família reunida no café da manhã em mesa quilométrica, coberta de delícias rurais, almoço e jantar com sabor de fogão a lenha, sem falar nos lanches entre as refeições.

Época de nenhuma preocupação a não ser em preparar o campo para as peladas, limpar a piscina e escolher as brincadeiras.Tinha televisão, mas ninguém ligava, queríamos mesmo era brincar.

São tantas coisas boas vividas nesses anos que teria que escrever um livro para narrar. Mas querendo entender um pouco do que vivíamos é só ler a letra abaixo que verá quase como um filme esses nossos dias.

Ainda hoje vou com freqüência à fazenda recarregar as baterias nesse pequeno pedaço de paraíso terreno. A magia ainda existe e posso garantir que é inigualável, mas esse sabor que sentia na infância vive hoje na memória.

A vida mudou, muitos se foram, tudo está mais acelerado, impedindo assim que possamos viver a fazenda como naquele tempo.

Felizes os que viveram essas emoções e as guardam na lembrança como eu.

 

Fazenda

Milton Nascimento

Composição: Nelson Ângelo

 

Água de beber
Bica no quintal
Sede de viver tudo
E o esquecer
Era tão normal que o tempo parava
E a meninada respirava o vento
Até vir a noite e os velhos falavam coisas dessa vida
Eu era criança, hoje é você, e no amanhã, nós
Água de beber
Bica no quintal, sede de viver tudo
E o esquecer
Era tão normal que o tempo parava
Tinha sabiá, tinha laranjeira, tinha manga rosa
Tinha o sol da manhã
E na despedida, tios na varanda, jipe na estrada
E o coração lá

 

 



Escrito por Alberto Brandão às 20h55
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CURTA



Quando pensar em mergulhar fundo na vida, só não se esqueça de guardar um pouco de fôlego para voltar a superfície.



Escrito por Alberto Brandão às 22h53
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Esse texto estava inacabado desde 2005.

Dedico a minha mãe que infelizmente não estará mais lá quando eu chegar.

Foi nosso último Natal juntos nesse mundo, nessa nossa terra.

Saudade mãe. 

 

Um Natal Passado

 

Nesse natal fui até as montanhas de Minas rever a família e abraçar o solo mãe.

Sempre achei essa viagem interessante pois o corpo passa por um processo de desaceleração maravilhoso.

A saída do Rio de Janeiro pela Dutra é um verdadeiro desafio à paciência devido à incompetência no projeto do acesso da pista lateral para a pista principal. Quem já passou ali sabe o que digo.

Sair da cidade me custa em média uma hora.

Finalmente após intensa briga e disputa por posições no engarrafamento entre espertos e afobados consigo iniciar a viagem pela Dutra.

O início do percurso é tumultuado e confuso como a largada da fórmula 1, sendo espremido por caminhões e motoristas despreparados.

Mas depois de alguns quilômetros as coisas se ajeitam, a viagem fica normal e em velocidade de cruzeiro.

Mesmo com a normalidade da rodovia, a viagem ainda é tensa.

Chega então o momento de imersão na tranqüilidade, quando finalmente em Engenheiro Passos temos acesso a subida da serra da Mantiqueira. Um caminho bucólico por um túnel de árvores que circundam a estrada nos fazendo mergulhar em momentos de contemplação da natureza e porque não, introspectivo.

Em muitos momentos de minha vida, em viagens por esta estrada pude organizar meus pensamentos e sentimentos, reavaliando minhas posições e conceitos por entre curvas e repetidas trocas de marchas.

Nesse trecho da estrada, em contato com a paisagem da montanha e seu frescor que invade os pulmões, tão acostumados com a poluição, temos a sensação de chegar um pouco mais perto do paraíso.

Pronto já estamos em outro ritmo. Aquele ritmo tranqüilo do interior, desacelerado e displicente com o relógio.

A estrada a cada quilômetro se torna mais vazia, menos veloz, mais estreita e tranqüila. Um verdadeiro passeio pelo interior e não mais uma viagem.

Ao passar pelo trevo de acesso a Cambuquira vejo no horizonte a lua cheia que surgiu a pouco no horizonte. Sua luz intensa se esconde por traz de umas poucas nuvens espaçadas qual moça tímida a olhar por entre venezianas de sua janela emoldurada por um lindo céu azul e estrelado que só o interior pode ter.

A paz está completa, a tranqüilidade ali está, não existe mais pressa.

Estou em casa, cheguei terra mãe, cheguei mãe.  



Escrito por Alberto Brandão às 14h19
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Sombra de um Homem

 

Uma noite dessas tive um sonho.

Sonhei que estava à sombra de uma árvore que ainda não plantei, lendo um livro que ainda não escrevi para meu filho que ainda não tive.

Os três marcos da vida de um homem segundo o dito popular que ainda não realizei.

Então ali estava eu, não à sombra da árvore e sim à sombra do homem, segurando nos meus braços não o meu filho e sim o meu futuro e lendo naquele livro não o que escrevi, mas a inspiração daquilo que virá, da vida que ainda escreverei.



Escrito por Alberto Brandão às 19h13
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Retorno

 

Estarei retornando em breve com novos textos.

Estive afastado por problemas de saúde e felizmente já estou melhor.

Esse processo de estar afastado do cotidiano sempre nos mostra outras facetas da vida e das pessoas que não prestamos atenção quando estamos correndo.

De tudo na vida podemos tirar proveito, até mesmo de uma coisa chata como uma enfermidade.

A vida é isso, um turbilhão que achamos que dominamos por completo e do nada vem um fato novo ou um acontecimento que revira tudo e nos coloca em outra rota.

Essa é a magia da vida.

A incerteza.



Escrito por Alberto Brandão às 12h31
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Chove

Penso em você....chove.
Encontro você....chove.
Serão as gotas de chuva lágrimas de tristeza pela sua ausência?
Serão lágrimas de felicidade por estarmos juntos?
Ou apenas as gotas divinas e cristalinas a nos lavar a alma!
Que sejam gotas que façam crescer esse lindo sentimento.
Que venham nutrir o carinho, o amor e a paixão.


Escrito por Alberto Brandão às 16h48
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Um pouco de boa música para quem gosta.

Beatriz

(Edu Lobo e Chico Buarque)

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Sim, me leva para sempre Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Pra sempre é sempre por um triz
Ai, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida



Escrito por Alberto Brandão às 15h38
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Insônia

 

Pega o violão e começa a dedilhar notas aleatórias como se delas fosse extrair fármaco para os sentimentos engasgados em seu peito.

Doce ilusão conclui ao passear dos ponteiros do relógio.

Para dor que aguça o peito, procura o remédio definitivo, mas apenas encontra um coquetel de pensamentos desordenados.

Mais uma noite sem dormir, mais uma noite sem saber, mais um novo alvorecer.



Escrito por Alberto Brandão às 13h33
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Papo de formiga

 

“Que farra é essa galera, isso já está virando bagunça. Faz anos  que esse açucareiro está aqui e vocês nunca fizeram isso e agora sem mais nem menos vão invadindo propriedade alheia na maior cara dura?”.

Peguei-me nesse insano diálogo, ou posso dizer monólogo, com um batalhão de minúsculas formigas que resolveu invadir, como um grupo de sem terras do MST, o meu precioso açucareiro no escritório.

Meu sócio olhou com cara de paisagem a situação e nada pronunciou. Deve ter pensado, “Coitado, ta pirando mesmo, necessita urgentemente de férias ou internação”.

Não se trata de latifúndio improdutivo pois dele recolho todos os dias minha colheita para adoçar o café. E não é por que tenho muito que sou obrigado a dividir com quem apenas se preocupa em pilhar.

Outros indivíduos da mesma classe (formigas, só que das grandes) que eventualmente adentram o escritório vão buscar pacificamente o açúcar que sobrou nos copinhos descartáveis e chegam de forma calma e ordeira. Chegam de forma amistosa no final do expediente como quem pede para dividir o que está sobrando e conseguem seu quinhão sem conflitos.

Acredito que tudo é uma questão de como pedir e de como demonstrar sua real necessidade, sem querer simplesmente pilhar e invadir ao bel prazer.

Mais vale um bom acordo do que uma boa briga.

Viajei nessa não é?

Acho que necessito de férias.

Escrito por Alberto Brandão às 23h17
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MEIO

 

Hoje acordei meio...

Meio triste, meio sonolento, meio perdido, meio indeciso, meio atrasado, simplesmente meio.

Tem alguns momentos em minha vida que não sei ao certo onde está a minha outra metade. Mas não aquela outra metade dos sonhos românticos, falo da minha outra metade de alma, de corpo, de garra, de carinho, aquele meu outro lado anulado e perdido dentro de mim que não consigo achar de forma alguma.

Nesses dias fico meio chato, meio emburrado, meio impaciente, meio calado, meio incrédulo.

Tudo que quero é ser e estar inteiro, inteiro razão, inteiro emoção, inteiro paixão, inteiro amor, inteiro amizade, inteiro coração.

Não sei se inteiro coração ou coração inteiro, mas como hoje estou MEIO não vou me aprofundar muito nesse tema pois isso é coisa para dia de INTEIRO.

De volta ao meio...

Acabei ficando meio confuso e totalmente perdido no meio do caminho de uma vida dividida entre as montanhas de Minas e as praias do Rio de Janeiro.

Desse jeito fico sendo meio mineiro, que é meio em cima do muro, e meio carioca, que é meio malandro.

Estou no meio de um turbilhão de pensamentos, dúvidas, sentimentos, emoções e terei que achar os meios para sair inteiro de tudo isso.

E vou buscar o inteiro, o inteiramente sensato, o inteiramente competente, o inteiramente romântico, o inteiramente vitorioso, e mesmo sabendo que isso tudo é meio impossível vou tentar.

Já é quase meia-noite e lendo o que escrevi acho que ficou meio ruim, mas o que poderia esperar num dia como hoje?

Hoje foi um daqueles dias meio estranhos, meio quentes, meio sem sentido, meio frustrantes, meio vazios.

Hoje vou dormir meio.



Escrito por Alberto Brandão às 01h08
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